Clubhouse: os segredos da rede social mais quente do momento

Com crescimento de 4.900% de buscas no Google em fevereiro, Clubehouse vira febre, mas ainda há dúvidas se vai se consolidar. Saiba aqui neste artigo tudo sobre esta nova plataforma.

 

Já pensou em participar de uma rede social em que não precisasse ficar prestando atenção na tela do celular ou tablet? E que ainda pudesse trocar uma ideia com celebridades em salas com assuntos de seu interesse? Pois é meu amigo e minha amiga, essa rede social existe: é o Clubehouse. Aqui vou te contar tudo e mais um pouco sobre a rede e por que ela vem causando tanto burburinho no universo online. Acompanhe e boa leitura.

 

O Clubehouse nada mais é que um canal digital apenas de áudio, não há imagens ou textos. Os participantes se inscrevem em salas de bate-papo divididos por assuntos de seu interesse. Criado em abril de 2020, em meio à pandemia, por Paul Davison e Rohan Seth, ex-funcionários do Google, a empresa já vale US$ 1 bilhão conforme o site The Information. O aplicativo chamou a atenção da firma de capital de risco Andreesen Horowitz e de várias celebridades. Veja só quem costuma participar dos bate-papos: Oprah Winfrey, Chris Rock, Elon Musk (fundador da Tesla), Caetano Veloso, Luciano Huck e Padre Fabio de Mello são alguns exemplos.

 

Aqui no Brasil, ele ganhou bastante popularidade. Só para se ter uma ideia entre os dias 1 e 9 de fevereiro as buscas pelo aplicativo saltaram 4.900%, em comparação ao mesmo período de janeiro, de acordo com o site Infomoney. Mesmo assim a rede social é para alguns “afortunados”. Entenda mais logo abaixo.

 

Convites, usuários Apple e conteúdos

O Clubhouse tem algumas particularidades que selecionam o público que consegue usar o aplicativo. Ele só está disponível para usuários que tenham aparelhos da Apple (celular ou tablet), porque só funciona no sistema operacional iOS. Além disso, um novo usuário só consegue entrar no app se receber um convite de uma outra pessoa que já esteja na plataforma, ou se essa pessoa aceitar a entrada dele na rede.

Ou seja, se você só usa sistema operacional Android pode esperar sentado para ingressar na plataforma. Os desenvolvedores da startup informaram em janeiro que começariam a trabalhar na versão Android em breve, mas ainda não há uma previsão de quando isso vai ocorrer.

Isso pode atrapalhar os planos de crescimento aqui no Brasil? Provavelmente sim. De acordo com pesquisa feita pela consultoria Bain&Company 90% dos brasileiros usam Android. Isso pode ser um impeditivo para o crescimento do app aqui no país se não lançarem a versão Android rápido, uma vez que o IOS representa só 10% (25 milhões) de uma base de 250 milhões de telefones e smartphones ativos. Portanto, a febre pode passar e o Clubehouse pode deixar de ser novidade para a esmagadora maioria.

Deixando o FlaFlu IOS x Android de lado, quem quiser participar precisa receber um convite. A estratégia não é nova. Em 2004, o Orkut usava desta mesma técnica, só podia entrar com convite de um amigo que já estava na plataforma. Pelo visto essa estratégia está sendo eficiente e dando certo.

Além disso, o fato de o conteúdo não ficar gravado gera em nós uma sensação de exclusividade e de  “quem está dentro da plataforma realmente sabe o que se passa ali”. Consequentemente, vemos o efeito Fomo (sigla em inglês para “medo de ficar de fora”). Se você não estiver ali naquele momento, nunca mais terá acesso ao conteúdo.

Já, para participar de uma conversa, basta clicar no ícone “levantar a mão”. O palestrante verá a sua presença e poderá convidá-lo para participar do debate.

Se você é mais tímido, basta ouvir o que as outras pessoas estão conversando naquele determinado momento. Ao contrário de outras redes sociais, você pode acompanhar as conversas enquanto executa outras tarefas.

Ao participar do diálogo, você pode ser um moderador. Ele tem o poder de convidar outras pessoas para participar do bate-papo. Nos casos em que o usuário não gosta de nenhum tema, ele pode criar a sua própria sala.

O conteúdo que é exibido para o usuário é definido de acordo com as pessoas que ele segue. Se você tem interesse sobre marketing digital, por exemplo, é possível que apareça conversas sobre marketing de conteúdo, SEO, redes sociais, entre outros temas relacionados ao assunto.

A pergunta que não quer calar. Clubehouse veio pra ficar?

Conversei com um grande especialista em marketing digital no Brasil, meu ex-professor Felipe Morais, sócio-diretor da FM CONSULTORIA  e professor de MBAs e Cursos Livres de marketing digital na ESPM e também autor dos livros Planejamento Estratégico Digital, Transformação Digital e Planejamento de Marcas no Ambiente Digital , e na opinião dele ainda é muito cedo para afirmar que o Clubehouse vai vingar.

“O Vine veio para ficar, o Snapchat veio para ficar, o Pinterest veio para ficar. Tiveram a sua curva de lançamento, auge e queda muito rápido. Ainda estamos no campo da novidade. De fato, o burburinho que a rede está fazendo é inegável, então ainda estamos no campo de “deixa eu ver o que é isso. Vamos esperar para ver, muito cedo para cravar algo.”, explica Morais.

Como usar o ClubHouse na empresa?

Vou listar as melhores dicas para que seu negócio aprenda como ter sucesso e relevância com essa nova ferramenta.

Crie salas 

O primeiro passo para ter sucesso no Clubehouse é criar salas com assuntos que você tem mais afinidade. Em poucos meses, é possível ser uma referência no tema, garantindo autoridade e credibilidade no mercado.

Quanto mais conteúdo de qualidade, mais seguidores o seu perfil terá na rede social. Um ponto muito importante é que, ao entrar em um próximo bate-papo ao vivo, a sua audiência receberá uma notificação para que possam entrar na conversa.

Esse tipo de comportamento ajuda a desenvolver uma comunidade de consumidores em potencial e é uma ótima oportunidade para melhorar o seu networking.

Peça feedbacks 

O feedback é essencial para o resultado positivo de qualquer negócio. Para aproximar de sua audiência, crie uma sala e solicite feedback sobre os seus produtos e serviços. Com uma simples conversa, você pode descobrir se a nova estratégia pode trazer resultados positivos ou se é melhor ter uma nova ideia.

Siga outras pessoas 

Outra dica importante que te dou é seguir usuários que são influentes no mercado. Dessa forma, você mantém o controle sobre a sua concorrência e consegue descobrir tendências e notícias sobre o setor.

Conclusão.

Eu acredito que é muito cedo para afirmar se essa nova onda veio para ficar. Primeiro porque não tenho convicção de até quando a plataforma vai permanecer tão democrática e com as discussões tão abertas. Segundo, se as pessoas terão paciência para ficar 2, 3 ou 4 horas em salas de bate-papo enquanto tem outras coisas para fazerem.

O app não me chamou muito a atenção. Particularmente entrei duas ou três vezes e depois não entrei mais, não tive muita paciência para participar horas a fio. Mas talvez você goste, tenha um perfil mais participativo e se sinta confortável em investir seu tempo nas salas de bate-papo.

Ao menos, a princípio, os criadores conseguiram fazer barulho e tornar a rede conhecida no mercado. Resta saber se o Clubhouse se tornará tão popular quanto Facebook ou Instagram.

* Ricardo Rodriguez é Fundador e Consultor de Marketing Digital da Close Marketing Digital.

Fontes: InfomoneyChiligum

 

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